A marca Bentley Organics

A marca Bentley Organics

Sabiam que a marca Bentley Organic possui a certificação Soil Association?

Muitos clientes perguntam-nos sobre as certificações, ingredientes e origem dos produtos que comercializamos. Dão sobretudo devida atenção à cosmética e alimentação.

Para os mais curiosos, e para os outros também 🙂 , deixamos aqui algumas informações sobre esta marca que orgulhosamente representamos!

Com o lema “ Da Terra, não às custas da Terra” a marca Bentley Organic foi lançada no Reino Unido em 2006 iniciando a sua atividade com uma pequena gama de produtos de sabonetes biológicos. A marca foi recebida com muito sucesso e desde aí continua a crescer, produzindo agora uma série de produtos de cosmética e higiene corporal, para adulto e bebé, e de limpeza doméstica.

A Bentley tem expandido a sua experiência e desenvolvido diferentes processos, com foco na utilização de “química verde” para criar novos produtos inovadores que oferecem alternativas mais seguras e acessíveis, face a concorrentes não certificados, para nós e o ambiente.

Em 2000 – e novamente em 2007 – a empresa ficou orgulhosa de conquistar o Queen’s Award for Enterprise, prémio mais prestigiado do Reino Unido em desempenho empresarial. Além disso, são a única fábrica de produtos de higiene do mundo a ter a certificação Soil Association e a Norma Ambiental ISO 14001.

A Soil Association é a principal organização de promoção, defesa e certificação do Reino Unido para produtos biológicos, dando certificação para vários setores do mercado, incluindo alimentos, têxteis, saúde e cuidados de beleza, restaurantes e até mesmo madeira. Fundada em 1946, a sua missão tem sido sempre fomentar a agricultura biológica como uma alternativa sustentável aos métodos agrícolas intensivos, fazendo campanha por produtos mais seguros e saudáveis ​​e métodos de produção que fazem desta uma organização de certificação única com padrões específicos para produtos de saúde e beleza. Estas normas foram lançadas em 2002 e regem estritamente os ingredientes e processos que podem ser utilizados na produção de produtos biológicos. É por isso que a Bentley Organic está de acordo com a Soil Association e o seu logotipo pode ser encontrado nos seus produtos como garantia da sua integridade – um logotipo reconhecido e confiável para os consumidores. As suas normas garantem que produtos de higiene e beleza devem ser adequados à sua finalidade, possuindo uma proporção tão elevada quanto possível de ingredientes biológicos e não serem prejudiciais para a saúde humana e do ambiente, tanto no fabrico como na utilização. A Bentley adopta métodos de produção e conservação únicos e patenteados, não sendo necessário o uso de:

  • Phenoxyethanol
  • Parabenos
  • Benzyl Alcohol
  • SLS ou SLES
  • Cocamidopropyl Betaine
  • Óleos Minerais

Além disso, exigem que os produtos sejam rotulados de forma mais detalhada e completa possível, de forma a fornecer informações claras e precisas para que os consumidores possam fazer uma escolha informada e consciente sobre o que estão a comprar.

A certificação Soil Association é uma garantia independente de que os produtos que atesta:

– contêm a máxima quantidade possível de ingredientes biológicos – é biodegradável e amigo do ambiente – não foi testado em animais – livre de químicos tóxicos, fragrância artificial, coloração artificial, petroquímicos, glicois, DEA, MEA, TEA, sulfatos, etc – não contém OGM (organismos geneticamente modificados)

 

Cosmética Infantil – o que todos os pais devem saber

A pele é o maior e mais pesado órgão do nosso corpo, sendo responsável pela regulação da temperatura, defesa orgânica, controlo do fluxo sanguíneo, perceção, funções sensoriais e proteção contra agentes externos existentes no meio ambiente.

A pele é sem dúvida um órgão extremamente importante que devemos cuidar e proteger.

Da mesma forma que devemos ter atenção aos alimentos que ingerimos, uma vez que vão ter impacto no nosso corpo e consequente bem-estar, também os produtos a que expomos a nossa pele requerem alguma vigilância, pois vão ser absorvidos e entrar no organismo.

Quando falamos em bebés, o cuidado deve ser ainda maior, uma vez que a sua pele é muito fina e extremamente permeável, estima-se que a pele de um bebé possa absorver 6 vezes mais do que a de um adulto.

Desde que soube que estava grávida que comecei a ter especial atenção à cosmética e outros produtos de higiene que faziam parte da minha rotina, passando a ter o hábito de ler os ingredientes nas embalagens, o que nem sempre é tarefa fácil pois muitos dos nomes são bem complicados, a lista extensa e as letras minúsculas…

Mas, na minha opinião, compensa dedicarmos algum tempo a tentar perceber aquilo que de alguma forma nos pode fazer mal, e aos nossos filhos, para podermos escolher melhor e tentarmos ter uma vida mais saudável e sustentável 🙂

O parabeno é o composto químico mais conhecido do público tendo sido já eliminado por muitas marcas de cosmética, mas infelizmente continua a existir uma quantidade elevada de componentes potencialmente perigosas ou alergénicas nos produtos cosméticos destinados aos bebés e que são usados diariamente; como champôs, loções para o corpo, géis de banho, óleos ou toalhitas. Ainda há um ano um estudo levado a cabo pela organização não governamental Women in Europe for a Common Future que analisou cerca de 341 produtos para bebé, em França, concluiu que uma grande maioria dos produtos (299) continha substâncias de “alto risco”. (podem ver mais sobre esse estudo aqui)

Quantos produtos temos em casa, e que se pensarmos bem não são assim tão necessários? Muitos deles com compostos que são nocivos para a saúde dos bebés, potenciadores de alergias, irritações, disrupção hormonal e outros efeitos que ainda não são completamente conhecidos. No meu dia-a-dia, para evitar riscos tento ler os rótulos e usar apenas o essencial 🙂

Uma das minhas marcas preferidas, que uso no meu filho e recomendo é a Bentley. Uma  grande percentagem dos ingredientes é de origem biológica, os óleos usados são naturais à base de camomila, azeite, lavanda, fruta, as fragrâncias são muito suaves e não sintéticas e nenhum dos seus produtos é testado em animais. Não usam sulfatos nem parabenos.
Quase que se podem comer!! 🙂

Para ajudar na hora de decidirem os produtos para os vossos bebés deixo aqui uma lista de algumas substâncias que podem ser encontradas em muita da cosmética infantil, e não só, e que estão sinalizadas como sendo nocivas e que devem ser evitadas.

Parabenos: Eles são utilizados como conservantes e a sua função é a de evitar o crescimento microbiano no produto. Alguns estudos indicam que estes compostos podem alterar a o funcionamento hormonal, um efeito que está ligado a um risco aumentado de cancro da mama e problemas no sistema reprodutor. Uma vez que o sistema hormonal de um bebé ainda não está maduro, estes químicos podem causar danos ao sistema endócrino em desenvolvimento. Como identifica-los nos produtos? Parabenos pode ser encontrado sob as seguintes denominações: etilparabeno, butilparabeno, metilparabeno, propilparabeno e outros ingredientes que terminam em –paraben.

Perfume ou Fragrância: Embora possam parecer inofensivos, atrás destes compostos podem estar escondidos até 12500 ingredientes diferentes, a maioria químicos sintéticos. Infelizmente, os fabricantes não são obrigados a especificar quais porque a fragrância é considerada um segredo comercial. No entanto, o cocktail químico que o integra é considerado, normalmente, muito irritante para a pele do bebé. Muitas mães escolhem produtos com base no cheiro, independentemente de que significa efetivamente este “cheirinho bom”, que pode causar problemas de pele. É aconselhável evitar qualquer produto que contenha perfume ou fragrância, e optar por aqueles que contenham essências naturais de plantas e não sintéticas.

Ftalatos: Os ftalatos são um conjunto de substâncias capazes de tornar plásticos rígidos em plásticos maleáveis. Nos cosméticos, eles são responsáveis pelo brilho e pela fixação da cor de esmaltes e permitem que os perfumes durem mais tempo. Mas estão presentes em outros produtos, tanto para adultos como para crianças e bebés, como sejam os hidratantes, sabonetes líquidos, antitranspirantes, desodorizantes, condicionadores e champôs, os ftalatos são responsáveis por dar o aspecto líquido ou de cremosidade.Ainda não há estudos contundentes em humanos, as investigações em animais sugerem que a exposição a ftalatos pode conduzir a um baixo peso à nascença, a uma baixa produção de espermatozóides e a genitais masculinos anormais. Grupos de cientistas, associam substancias deste grupo a problemas de saúde, fundamentalmente pelos seus efeitos de desregulação hormonal, ou seja, causam danos no ADN do sistema reprodutor masculino, assim como mal formações no feto.Várias organizações internacionais consideram que os ftalatos são ingredientes tóxicos cancerígenos em seres humanos, e a UE proibiu o seu uso em chupetas, tetinas e mordedores para o bebé. Contudo, existem lacunas no que respeita a medidas restritivas em muitos outros usos. Por exemplo, tem-se relacionado o aparecimento de altas concentrações de metabólitos de ftalatos em urina de bebés e crianças, com o uso de produtos infantis por via dérmica.Infelizmente, esta é uma das substâncias mais difíceis de detectar quando compramos um produto, uma vez que é geralmente um componente de uma fragrância, de modo que não é mencionada na lista de ingredientes. Para evitá-los, é melhor escolher os produtos que são “sem ftalatos” ou “sem perfume”. De qualquer forma, algumas nomenclaturas com que eles podem encontrar nos rótulos são: DEHP, BBP, DBP, BDP, DUB.

SLS e SLES: Trata-se do lauril (éter) sulfato de sodio 4, una sustancia sintética que se utiliza em produtos de higiene (sobretudo champôs e géis de banho) pela sua capacidade emulsionante e de criação de espuma. Contudo, os SLS / SLES podem causar irritação nos olhos, erupções na pele, perda de cabelo, e reações alérgicas. Identificamos estas componentes no rótulo através dos nomes SLS, SLES, dodecil sulfato de sodio, sodium dodecyl sulfate ou PEG lauril sulfato de sódio.

Óleo mineral: Trata-se de um derivado do petróleo e usa-se em muitos produtos de higiene  para o bebé como cremes hidratantes, cremes de muda, toalhitas descartáveis, óleos e loções. As empresas de cosmética usam-no pelo seu baixo custo e pela sua  acção lubrificante. Contudo, o óleo mineral actua como uma capa sobre a pele tapando os poros e o seu proceso de respiração natural. Nas embalagens podemos identifica-lo através das nomenclaturas: óleo mineral, vaselina, parafina ou paraffinum liquididum.

Polietilenglicol (PEG): É uma mistura de compostos químicos que se utiliza como emulsionante e que melhora a absorção de outros ingredientes, bons e maus. E aqui é que reside o problema: o seu  grau de toxicidade depende dos ingredientes que o acompanham e aqui muito vai depender do fabricante. De qualquer forma o PEG não é muito recomendável para a pele sensível do bebé, uma vez que pode provocar irritação.. Para identificar nos rótulos procurem por PEG seguido de um número. Quanto menor for o número , mais facilmente será absorvido pela pele. Pode ser encontrado em Champôs, locões, pasta dos dentes, sabonetes, perfumes.

Phenoxyethanol: É um bactericida e está presente em múltiplos produtos cosméticos, como as toalhitas descartáveis. Porém cada vez mais se restringe o seu uso em proutos destinados a bebés e crianças uma vez que se relaciona a sua toxicidade com o desenvolvimento e capacidade reprodutiva. No Japão o seu uso foi proibido e em muitos países da europa foi também restringido.

Bebe Ecologicalkids ❤ com fralda reutilizável. As fraldas reutilizáveis evitam a necessidade de cremes e pomadas mantendo a pele mais saudável.

 

Os primeiros sapatos do Bebé

Os primeiros sapatos do Bebé

Os primeiros passos dos nossos bebés são sempre inesquecíveis, e começar a andar é um dos grandes marcos do seu desenvolvimento.

Nesta fase, surgem algumas dúvidas relativamente ao tipo de sapatos que melhor se adequa ao bebé.

O calçado é um dos fatores externos que muito influencia o andar das crianças e por isso devemos escolhê-lo tendo em conta a proteção dos pés, que a partir de agora vão estar em contacto com superfícies mais difíceis, mas sem limitar a sua mobilidade e formação. Portanto, na hora de escolher é importante fazê-lo bem, pensando na segurança mas também no desenvolvimento e bem-estar dos pés do bebé. De há uns anos para cá a pesquisa podológica demonstrou e preconiza que os pés dos bebés devem estar o mais livres e à vontade possível. Ou seja, que se desenvolvem melhor quando se encontram descalços e em contacto direto com o solo dando-lhes maior equilíbrio, noção do espaço, coordenação entre as mãos e os pés, e ajudando os músculos e planta do pé a desenvolverem-se naturalmente. O recomendado nesta fase serão as meias anti derrapantes, sapatos ultra flexíveis ou simplesmente que a criança caminhe descalça o mais possível. Contudo, nem sempre podemos deixar o bebé andar descalço. Temos de o proteger de superfícies externas sinuosas, frias ou escorregadias. Então, que sapatos escolher para o meu bebé?

Há alguns aspetos importantes que devem ser considerados na hora de escolher:

  • O cano do sapato deve ser macio e envolver com suavidade o pescoço do pé, não oferecendo nenhum obstáculo ao movimento
  • Ao nível da zona posterior do tacão deverá ter um contraforte sólido que não ultrapasse o nível da articulação.
  • A biqueira deverá ser alta de maneira a que não impeça o movimento e desenvolvimento dos dedos. No entanto, essa biqueira deve estar protegida com um reforço que resguarde os dedos das pancadas ocasionais
  • A sola, ao nível das articulações meta tarsianas, deverá ser flexível, para se dobrar sem dificuldade, mas ao mesmo tempo suficientemente grossa para poder amortizar as limitações do terreno
  • O calçado deverá ser em materiais respiráveis.
  • Sem costuras salientes que possam provocar alguma ferida.
  • Sola de anti derrapante para evitar quedas. Nesta etapa é muito importante que o calçado ofereça proteção e aderência. Os bebés irão sentir-se mais seguros para dar os seus primeiros passos.
  • O espaço entre a ponta do dedo gordo e a ponta do sapato deverá ser de 1 cm que proporcionará o espaço suficiente para que possa movimentar bem os dedos do pé.

Por tudo isto decidimos ter na Ecologicalkids os ATTIPAS, que significa “passos preciosos”, é uma marca registada e certificada, com origem sul-coreana, de calçado ergonómico especialmente desenhado para os primeiros passos do bebé. A marca foi lançada em 2011 depois de 7 anos de investigação e desenvolvimento em parceria com a Universidade de Seul, tornando-se rapidamente uma das principais escolhas para o calçado de bebé e crianças em diversos países.
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Baseado em testes cinéticos e fisiodinâmicos de crianças caminhando, a ATTIPAS criou estes sapatos antiderrapantes que são únicos ergonomicamente e que permitem estimular a sensibilidade do pezinho no solo, reproduzindo o pé descalço, ao mesmo tempo que fornece proteção e segurança desde os primeiros passos até aos 4 anos da criança.

Porque é que os ATTIPAS são recomendados?
Facilitam a formação de um padrão de marcha constante dando estabilidade às articulações. Contribuem para o desenvolvimento cognitivo, uma vez que a sua biqueira ampla permite ao bebé sentir o movimento natural dos dedos dos pés. Corrigem maus hábitos durante o processo de aprendizagem ao distribuir uniformemente a pressão do pé. Os Attipas são feitos de fibras naturais e não possuem matérias nocivos para a saúde da criança tendo passado os testes de toxicidade da TUV (Technical Monitoring Association) e KCL (Korea Conformity Laboratories).
Para além disso os ATTIPAS são lindos com tantos padrões, cores divertidas, atrativas e estão aqui preparados para tornar “preciosos” os passos do seu bebé.
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Ficam aqui algumas imagens para que vejam como ficam tão queridos nos pezinhos dos bebés 🙂

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O Desfralde do João

O Desfralde do João

Embora já tivéssemos tentado o desfralde no ano passado, por altura das férias de Verão, apercebo-me agora que o João ainda não estava preparado, que não demonstrava maturidade suficiente e que fizemos bem em não insistir. Embora com dois anos e meio na altura, ainda falava pouco e notávamos que a sanita e o pote o assustavam, chorava quando o sentávamos, levantava-se a fugir e não percebia muito bem o que pretendíamos que ele fizesse.

Adiamos o processo, sem dramas nem pressas.

Em Março deste ano voltamos a tentar em coordenação com o infantário. Ainda com a fralda começamos, em casa, a sentá-lo no pote e no infantário passaram a levá-lo à sanita (pequenina) com os outros meninos para se começar a habituar.

Sempre que o sentávamos no pote ele fazia xixi, e quando lhe apetecia também cocó J. Fazíamos muita festa, batíamos palmas, dávamos beijinhos e abraços para o incentivar.

Em Abril estivemos de férias e resolvemos tirar-lhe a fralda durante o dia e passar a usar as fraldas de treino reutilizáveis. São em formato de cueca, com cores/padrões apelativos e engraçados para as crianças, têm um absorvente cosido no interior e são impermeáveis. Aguentam um xixi evitando que passe para a roupa, mas ao mesmo tempo o tecido interior como é em algodão fica molhado de forma a que a criança sinta algum desconforto e identifique que fez xixi. São ótimas para usar nesta fase de transição.

A pedido do João, em vez do pote começamos a senta-lo na sanita com redutor ao qual se adaptou muito bem. De hora em hora tínhamos o cuidado de perguntar se queria fazer xixi ou cocó e de o ir sentar para fazer.
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Ainda aconteceu uma vez ou outra, distraído com a brincadeira deixar escapar um ou outro xixi e notarmos que se sentia triste e envergonhado com isso… Mas em pouco tempo passou a controlar perfeitamente e a ser ele próprio a reconhecer e a pedir quando tinha vontade. Agora já só usa cueca como “os crescidos”.

Só durante a sesta, mais até do que de noite, é que tem sido mais complicado controlar pois quase sempre acorda molhado, pelo que temos mantido a fralda nessas situações.

Estou feliz por este marco no desenvolvimento do João, e ele também fica contente por conseguir fazer cada vez mais coisas e tornar-se mais autónomo.

Entretanto, com a ajuda de um banquinho já só quer fazer xixi de pé! 🙂

Joao 1

Sentimos mesmo que só agora ele estava preparado e que fizemos bem em não forçar antes, cada criança tem o seu ritmo de desenvolvimento e tudo fica mais fácil quando estamos também atentos aos sinais que eles nos vão dando para que o processo não se torne angustiante e um martírio para todos.

Agora mete-me confusão olhar e não ver aquele rabo volumoso da fralda 🙂

Estou praticamente a guardar a nossa tão vasta coleção de fraldas reutilizáveis, companheiras durante mais de três anos. Mas a desejar muito usá-las novamente 😉

E por aí, alguém a tentar o desfralde? Como foi a V/ experiência?

O momento em que descobrimos que vamos ter um bebé!

O momento em que descobrimos que vamos ter um bebé!

A gravidez é sem dúvida um momento único na vida de uma mulher.

A minha (nossa) gravidez foi planeada e muito desejada. Andávamos a tentar por isso sabíamos que, se tudo corresse bem, mais tarde ou mais cedo íamos ter novidades!

O primeiro sinal foi a falta da menstruação, que desvalorizei porque nos dois meses anteriores também tinha atrasado e os testes deram negativo…

Apetite, só me apetecia comer, estava sempre com fome, a toda a hora sentia vontade de comer como nunca senti na minha vida, ao ponto de ficar envergonhada. Sono, sentava-me no sofá e adormecia, o que motivou muita risota e algumas fotos menos bonitas. O peito ficou estranhamente maior e mais rijo. Sentia-me mal disposta em locais com muita gente e barulhentos.

Já desconfiada e como o período teimava em não surgir, a caminho da Ecologicalkids parei na farmácia e comprei um teste. Sim, deu positivo! Estive uns bons minutos, sozinha, a olhar para os dois tracinhos e a comparar com as instruções que vinham na caixa. Li-as em voz alta, para não ter dúvidas de que estava a fazer tudo certo. Depois deixei o teste a um canto e de vez em quando ia lá espreita-lo para verificar se os traços se mantinham. Fiquei confusa e um pouco assustada sem saber o que fazer ”olha, estou grávida, e agora? Tenho um bebé a crescer na minha barriga?! Vou ser mãe? Será que vou ser capaz?”

Podia ter esperado até ao final do dia para dar a boa nova ao pai e ver a reação dele quando soubesse, ter feito algo bonito, romântico e emocionante como nos filmes, mas não… Fotografei o teste e enviei por telemóvel.

Não se acreditando respondeu que era melhor ter calma, que se calhar não era bem assim, que ia comprar um teste daqueles “mesmo bons” e voltaria a repetir no dia seguinte. Assim fiz, com o xixi da manhã, tinha lido algures que era melhor com a primeira urina. Confirmou-se, íamos ser pais! Beijos e abraços para festejar e um turbilhão de emoções e sentimentos; medo, felicidade, responsabilidade, muitas dúvidas…

Um pedacinho de nós pulsava dentro da minha barriga e tornar-se-ia no ser mais importante das nossas vidas.

Tinha cerca de 4 semanas quando descobrimos.

Dizer ou não dizer? Sentia-me tão feliz e especial que me apetecia partilhar a novidade com toda a gente, mas depois sempre ouvi da minha avó, depois da minha mãe que se deve esperar pelo menos três meses antes de anunciar a gravidez. Contamos só à família mais próxima, depois então contamos ao Mundo!

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A gravidez correu bem, sem grandes enjoos, sem sobressaltos. O apetite, esse, acompanhou-me toda a gravidez e o sono também.

Li muito sobre gravidez e bebés. Aprendi o significado de palavras “bonitas” como progesterona, episiotomia, ocitocina, mecónio, vérnix, entre outras.

Durante 39 semanas, tão únicas, o meu corpo foi suporte de vida de um novo ser, acolheu e foi a casa da melhor coisa do mundo.

Um coraçãozinho a bater dentro de mim…

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Descobri que é um amor que não tem volta, é para sempre, para sempre!

E vocês, como souberam? Como deram a notícia? E esperaram o primeiro trimestre para anunciar? Tiveram muitos sintomas?

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As Fraldas Reutilizáveis na creche

As Fraldas Reutilizáveis na creche

Quando fomos conhecer a educadora do João e tivemos a primeira reunião no colégio, entre vários assuntos informei que o João usava fraldas e toalhitas reutilizáveis. A reação não podia ter sido melhor!

Não colocaram qualquer problema e mesmo nunca tendo tido nenhum bebé a usar e desconhecerem a forma de utilização mostraram-se entusiasmadas e com vontade de aprender.

Estaria a mentir-vos se dissesse que não estava nervosa. Sei que há muitos bebés que usam as nossas fraldas nos infantários sem qualquer tipo de constrangimentos e cujos pais vão partilhando comigo as suas experiências. Mas agora chegava a minha vez! E sim, tive um pouquinho de receio que colocassem algum tipo de objeção ou não se adaptassem e apesar de saber a teoria, será que agora na prática conseguiria eu organizar-me?

Foi com dedicação e um friozinho na barriga que preparei pela primeira vez a mochila para o João levar para o infantário. Para além das mudas de roupa que são normalmente pedidas, na mochila foram:

No primeiro dia que foi de apresentação, pudemos acompanhar o João à sala e ficar algum tempo com ele. Demos então a conhecer as nossas fraldas à educadora e auxiliares que as acharam muito giras e nada complicadas de usar. Fiquei contente e mais tranquila!

Como nesse dia o João esteve pouco tempo não utilizaram todas as fraldas e toalhitas que levei então ficaram lá para o dia seguinte.

As fraldas sujas, toalhitas e revestimentos só com xixi são colados dentro do saco impermeável e quando vamos buscar o João levamos para casa e pomos no saco para balde.

A logística tem-se mostrado muito simples e tem corrido tudo bem de parte a parte. Os receios iniciais que senti desapareceram.

Todos os dias preparo a mochila com 3 fraldas que são suficientes para esta fase em que vamos buscar o João cedo e ele não passa lá muitas horas. De qualquer forma no infantário junto com as coisas dele, têm sempre uma ou duas de reserva para o caso de ser preciso.

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E a vossa experiencia, contem-me. Como é usar as fraldas reutilizáveis no infantário? Como organizam as mochilas?

Fomos de férias e levámos as fraldas reutilizáveis

Fomos de Férias!
Quando marcámos, no início do ano, o sítio onde iríamos passar uma semana de férias nem sequer reparamos se íamos ter máquina de lavar disponível para as fraldas do João.
Confesso que esse requisito não era de todo o mais importante e não iria condicionar a nossa escolha. “Quando chegar a altura logo se vê”, pensei.
Talvez inconscientemente estivesse à espera de que em Julho o João já tivesse feito o desfralde! Mas não, Julho chegou e o João sem largar as fraldas.
Nos anos anteriores sempre que fomos para fora por períodos mais longos ficámos em apartamento com máquina de lavar roupa e estendal. Mas desta vez ia ser diferente.
Para me organizar melhor delineei que iria apenas levar o mínimo indispensável:

  • 12 das minhas fraldas preferidas, a maioria Piriuki, montadas com os respetivos absorventes, em que 4 eram de noite.
  • Detergente, levei a embalagem do Rockin Green que já só tinha um poucochinho.
  • Na mala de maternidade, que anda sempre comigo em saídas com o João e foi à frente no carro, levei 3 fraldas para a viagem, a bolsa impermeável com 6 toalhitas humedecidas, outras tantas secas, 1 saco de transporte impermeável.

Optei por levar poucas fraldas e lava-las todos os dias, durante o dia colocava as fraldas sujas no saco da creche e à noite quando o João já estava a dormir lavava tudo no bidé com detergente.
Fazia uma pré-lavagem só com água para tirar o máximo de xixi dos absorventes até que a água saísse limpinha, depois colocava um pouco de detergente e enxaguava tudo muito bem. Lembrem-se que se uma colher de sopa de Rockin Green dá pra uma máquina cheia de roupa lavar à mão basta mesmo pouquinho.

passei bem por água até a água sair limpinha

passei bem por água até a água sair limpinha

Eram cerca de 4 fraldas e o dobro dos absorventes que normalmente lavava. Como durante o dia o João usava também as fraldas de natação acabava por não ter muitas fraldas para lavar.
O pai (centrifugador de serviço) espremia os absorventes e no dia a seguir colocávamos a secar num estendal que ficava logo por trás do nosso quarto. Foi uma agradável surpresa quando o vimos da nossa janela e soubemos que o poderíamos usar.
Quando estendíamos as fraldas de manhã retirávamos as outras que tinham ficado a secar no dia anterior. 😉

Eu a estender a roupa :)

Eu a estender a roupa 🙂

Tudo correu bem.
Passamos uma semana tão boa, com o João a adorar ir à praia, os mergulhos na piscina, os passeios e as nossas sestas conjuntas.
No final, pudemos desfrutar do local que foi a nossa primeira escolha e onde tanto ansiávamos passar bons momentos a três e o João pode continuar a usar as suas fraldas de sempre!

Não se nota a felicidade dele? Tem uma paixão por bolas que é impressionante :P

Não se nota a felicidade dele? Tem uma paixão por bolas que é impressionante 😛

E por aí? Muita gente de férias com as fraldas reutilizáveis? Como se organizam?

Toalhitas Reutilizáveis! Quem usa.

Acreditam se vos disser que em dois anos de João nunca utilizei toalhitas descartáveis para o limpar?

Não é que seja fundamentalista, longe de o ser, nós na Ecologicalkids até temos toalhitas descartáveis biodegradáveis mais amigas da pele do bebé e do ambiente. Só que eu estou tão habituada às minhas toalhitas reutilizáveis que não vejo necessidade de usar outra coisa, mesmo! 🙂

Em casa, fora de casa, em viagem, onde for preciso mudar a fralda, quer tenha cocó ou xixi uso sempre as toalhitas.

Primeiro tinha as toalhitas empilhadas ao pé do fraldário com uma termos e molhava-as em água sempre morninha antes de limpar. Até fiz um post onde explicava toda a logística.

Agora já não mudo o João no fraldário (o rapaz ainda me caía lá de cima), passei a mudá-lo quase sempre em cima da minha cama, mas às vezes também é no sofá, na carpete da sala, ou onde calha (em sítios limpinhos, obviamente) … 🙂

Tenho sempre as toalhitas que vou utilizar nesse dia dentro de um recipiente na casa de banho humedecidas com água quente (que depois vai ficando à temperatura ambiente) e um pouquinho de gel de banho. Continua a ser prático e é tão mais confortável e melhor para a pele que nem penso noutra opção.

Já há algum tempo que o João não para quieto a mudar a fralda, quer-se escapar a correr, quer rebolar, dar cambalhotas, saltar, enfim… a hora de mudar a fralda é sempre muito animada e puxa bastante pela nossa imaginação a tentar mil e uma coisas para que ele fique mais sossegado e todo aquele processo seja rápido e se evitem xixis indesejados, outro dia lá foi um em cima da minha cama. Também vos acontece isto?

Uma das nossas brincadeiras passa por ele esconder a cara com uma toalhita e fazer “cuco”! 🙂

Bom, eu tenho toalhitas de todas as formas e feitios, no total devem ser umas 70 toalhitas. Normalmente, utilizo umas 2 ou 3 molhadas para limpar o cocó e 1 seca para secar a pele. Quando é só xixi, uso 1 húmida e outra para secar. Depois junto com a fralda suja e coloco tudo no saco de balde para lavar.

Também as uso para lhe limpar a cara, o nariz ou as mãos.

E quando saio de casa? Meto meia dúzia delas humedecidas dentro da bolsa impermeável que anda sempre na mala de maternidade.

Agora a Piriuki para além das Luxe tem três novas gamas de toalhitas; as Spongy, as Silky e as Superb. Feitas em Portugal!

Umas são maiores, mais grossas e texturadas para desagarrar cocós mais difíceis, outras mais fininhas mas muito suaves quando é só para limpar xixi, com dupla face e sem dupla face ou mais pequenas para andarem na mala e ocuparem menos espaço.

A Piriuki tem toalhitas para todos os gostos!

Há quem diga que umas são mais “jeitosas” para limpar os xixis, outras para os cocós. Há quem reserve umas só para limpar a cara e utilize outras exclusivamente para o rabinho e não faça cá misturas.

No meu caso, não diferencio, a que estiver primeiro é a que pego para limpar a cara ou o rabinho. Mas por acaso gosto mais das toalhitas quadradas, do tamanho das Luxe ou das Spongy pois têm o tamanho certo para agarrar, cabem mesmo bem na minha mão e abarcam o rabinho quando está todo sujo de cocó.O recomendável para quem quiser usar toalhitas reutilizáveis em exclusivo é ter cerca de 60 toalhitas, por isso podem sempre optar uma mistura de várias e adaptar às diferentes situações.
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Fraldas Tudo em Um

De todas, as fraldas tudo em um são as mais práticas, é só usar, tirar para lavar, estender e já estão prontas outra vez!

Enquanto nas fraldas de bolso existe a parte impermeável com o bolso em que se colocam e retiram os absorventes de acordo com a absorção que se desejar, as fraldas tudo em um são uma única peça.

É uma única peça que pomos a lavar, a estender e não precisamos depois de montar os absorventes na fralda porque já lá estão acoplados.

No meu vasto leque de fraldas tenho algumas fraldas tudo em um, mas não são em grande número porque prefiro mesmo as de bolso.

Não me atrapalha ter de montar as fraldas, até gosto, e já estou tão calejada que mesmo quando não tenho tempo para as preparar organizo os absorventes de forma a pô-las prontas na hora em que vão ser usadas. 🙂

Mas já me aconteceu ter de sair, não ter as fraldas de bolso arranjadas e despachar o assunto com duas ou três fraldas tudo em um para dentro da mala! Minhas ricas tudo em um totsbots e freetime, ainda bem que vocês existem! 🙂

O pai também agradece não ter que montar fraldas… “Tenho as mãos muito grandes para isto” diz ele! 🙂

Desconfio que se tivesse que me ausentar e o João ficasse com o pai durante uma semana teria que reforçar o meu stock de fraldas tudo em um!

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A desvantagem é demorarem mais tempo a secar, quem optar só por ter este sistema deve ter por isso mais fraldas do que as 30 recomendadas.

Com o sistema tudo em um também não termos tanta liberdade para ajustar a absorção da fralda. Ou seja, quase sempre é possível aumentar a absorção numa fralda tudo em um, mas diminuir é mais difícil. Ou seja, como os absorventes estão agarrados à fralda não os conseguimos retirar se virmos que não precisamos de tanta absorção ou não quisermos tanto volume.

Como costumo dizer tudo vai depender das preferências de cada um, do estilo de vida, se o bebé anda ou não na creche, etc.

Por serem mais práticas o sistema tudo em um é muitas vezes escolhido para serem usadas na creche, em casa dos avós ou amas.

E vocês, gostam das fraldas tudo em um? Quais as grandes vantagens?

Fraldas de recém-nascido, vale a pena o investimento?

As fraldas mais procuradas pelos pais são sem dúvida as fraldas de tamanho único, uma vez que servem a partir dos 4 kg e dão normalmente até ao desfralde. Têm por isso uma larga margem de utilização que permite uma maior rentabilidade do valor investido.

Mas para quem quer usar fraldas reutilizáveis desde o nascimento e dar o máximo de conforto ao seu bebé as fraldas de recém- nascido são a melhor opção.

Ficam mesmo ajustadas ao tamanho de um bebé pequenino sem fazerem muito volume e ainda servem mais ou menos até aos 5 kg.

O João nasceu com 3,240 kg e eu utilizei as fraldas recém-nascido até aproximadamente os dois meses do João. Claro que por serem fraldas mais pequenas têm uma capacidade de absorção mais limitada e por isso a muda da fralda deve ser feita com bastante frequência ou então reforça-las com mais absorventes a partir do momento em que nos apercebemos de que o bebé começa a fazer mais xixi.

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Tinha 12 fraldas de recém-nascido, que é o minino recomendado, e davam-me apenas para um dia, tal era a quantidade de xixis e cocós no primeiro mês!

Como já tinha as fraldas de tamanho único comecei também a usa-las ainda o João não tinha 4 kg, para poder encher a máquina e ter mais alguma margem de manobra.

Embora o volume das tamanho único nunca me tenha feito confusão, sempre que tinha as fraldas de recém-nascido disponíveis eram as que eu preferia usar para ir às consultas ou outras saídas porque ficavam mais ajustadas e as roupas serviam melhor.

Por uma questão de saúde e conforto dos nossos filhos o investimento valerá sempre a pena. 🙂 Afinal é nesta fase que eles têm a pele ainda mais sensível e delicada.

E fazendo as contas, a nível económico acaba também por compensar, comparando por exemplo com as fraldas bio degradáveis em que um pack de 20 fraldas de recém-nascido custa 7,49€.

Usei as fraldas de recém-nascido até ao limite, a partir de uma certa altura só durante o dia e com a absorção reforçada.

Lembro-me do aperto no peito que senti quando as tive de arrumar definitivamente na caixa de roupa que já não servia… O meu bebé tinha crescido! É bom eles crescerem, escusava era de ser tão depressa 🙂

E elas lá estão arrumadas, à espera de serem usadas novamente por um irmão ou irmã do João. Gostava tanto! 🙂