Toalhitas Reutilizáveis Multiusos – Objetivo Desperdício Zero | por Claudia Rodrigues

Quando falamos em toalhitas reutilizáveis, pensamos em limpar os rabinhos dos bebés, os narizinhos, as carinhas, babinhas, enfim, uma multiplicidade de utilizações que quaisquer pais bem conhecem.

Mas… o que se calhar não pensamos é que estas toalhitas-maravilha têm potencial para isso e muito mais!! Não é só para os pais, não, nem sequer só para os pais com filhos em idade de fralda… a verdade é que elas podem ser uma aliada ferramenta para quem quiser reduzir a sua pegada ecológica com um menor lixo/desperdício produzido, levar uma vida mais simples e com menos produtos químicos tóxicos e ainda poupar na carteira…

No caso da minha família, mais de 2 anos após o desfralde da minha filha, elas continuam a uso, e bem intensivo! Lá em casa, aderimos fortemente ao “objectivo desperdício zero”, ou lixo zero (o ambiente agradece, e a carteira também)!!
Queremos reduzir ao máximo todos os “descartáveis”. E é aqui que as toalhitas reutilizáveis entram com pompa e circunstância!

Elas servem de guardanapo na lancheira da escola (e limpam melhor que qualquer outro, e ocupando menos espaço!), ou guardanapo cá de casa, e não apenas para a criança, mas para os adultos também! Elas servem para limpar os olhos, lavar a cara, desmaquilhar, limpar o nariz, as de turco até fazem esfoliação, enfim, mantêm as mesmas utilizações originais, e a estender cada vez mais o seu repertório. Rapidamente percebi que se eram tão eficazes com o membro mais novo (e mais sensível!) cá de casa, então também deveriam ser excelentes para os restantes!

Elas são também ótimas aliadas para os meus detergentes ecológicos caseiros, que fabrico eu mesma! 🙂
As toalhitas reutilizáveis vão também servir para substituir os rolos de cozinha descartáveis (tenho umas mais fininhas para esse fim exclusivamente), e limpam melhor que ninguém, e com uma passagem muito mais rápida! E secam rápido, evitando aquele cheiro a mofo.

Esta semana fui à Ecological Kids comprar mais uns packs de toalhitas para tentar subir mais um degrau no tal “objetivo desperdício zero”. Vou deixar de usar lenços de papel totalmente. Já o fazia em casa, usando para esse fim as antigas fraldas de musselina da minha filha (ultimamente descobri as de bambu, maravilhosamente macias, que uso mais no nariz sensível da minha filha), mas essas vão passar a ser “os lenços da noite” das ranhocas que não podem esperar a meio da noite. Durante o dia, e mesmo para fora de casa, lembrámo-nos de comprar mais algumas para trazer sempre na mala, com uma bolsa de transporte impermeável (todas LINDAS de morrer!). E pronto! Simples e feito!

Já há muito que mudei para os pensos higiénicos reutilizáveis e não poderia estar mais satisfeita… a poupança no orçamento doméstico e na pegada ecológica, o lado tão prático de ter sempre ali à mão, nunca ficar “sem-stock-e-agora-tenho-mesmo-de-ir-comprar-e-não-me-apetecia-nada”, e (a melhor de todas), a maior eficácia, sem “fugas”, fazem-me recomendar às amigas sempre que posso… Aqui novamente, o “desperdício zero” sempre em mente.

Finalmente outro uso (embora eu ainda não esteja nesse “patamar” de “desperdício zero”) mas que tenho lido em blogs/grupos de facebook do tema (Zero Waste) que é: reduzir/eliminar o uso do papel higiénico, o “último” dos descartáveis. Alguns mais “radicais” do movimento, deixaram de todo o papel higiénico, usando toalhitas reutilizáveis (ou aproveitamento de tecidos que tivessem em casa), ou usando o bidé somente, ou um mix dos dois. Uma coisa é certa: quem usou toalhitas reutilizáveis nos seus bebés de fralda, usou e não teve problemas, e percebeu a sua suavidade/eficácia incomparável nestas matérias, e como tudo se resolvia com uma máquina de lavar e Rock In Green.

Agora era mudar o foco e repetir mas com todos lá em casa, adultos incluídos, nem que fosse apenas nos “xixis” para começar Habituamo-nos tanto a ver a nossa vida tal como a conhecemos que nos esquecemos que a sociedade organizada tal como está, não existe assim há tanto tempo, e estes “luxos” (e “lixos”), dos descartáveis só nos chegaram há algumas décadas (eu ainda sou do tempo dos guardanapos de pano à mesa!) – os nossos avós não conheceram descartáveis quando novos, muito menos o papel higiénico, e sobreviveram! Fica o desafio para os mais “aventureiros”.

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Claudia Rodrigues é uma mãe que utilizou fraldas reutilizáveis na sua bebé e que mesmo após o desfralde continuou a usar as toalhitas para diversas funções 🙂
Aqui fica a partilha ❤

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