A amamentação – a minha experiência

Adorei ler o testemunho da Tânia C. e como um comentário ficaria demasiado extenso resolvi partilhar também a minha experiencia neste post.

O meu João está com seis meses e duas semanas e mamou em exclusivo até aos seis meses. Agora já lhe introduzi a alimentação complementar, sopa e papa, mas a base principal da sua alimentação continua a ser o leite materno.

Tal como a Tânia C. sempre tive muita vontade de amamentar. Embora já estivesse informada e soubesse que o leite materno é o alimento mais completo para o bebé, quando fiquei grávida despertei ainda mais para o tema. Pesquisei, li, ouvi e não tive dúvidas de que dar de mamar seria o melhor quer para mim quer para o bebé.

E felizmente, toda a minha experiência tem sido muito positiva!

Tive um parto normal, sem complicações, eu e o João ficamos de perfeita saúde. Estavam reunidas as condições para que pudesse iniciar a tão esperada amamentação. E assim foi. Pouco tempo depois de o João ter nascido, ainda na sala de partos, veio para junto de mim e agarrou-se logo à mama com a sua pequenina boca, num gesto inato e para mim surpreendente. Como é que um bebé acabado de nascer conseguia fazer aquilo tão bem?! As enfermeiras também me ensinaram a fazer a “preguinha” para o bebé agarrar melhor o mamilo e foi uma preciosa ajuda, assim como as aulas de preparação para o parto.

E a partir desse dia o João não quis outra coisa! J

O primeiro mês foi o mais complicado porque andava praticamente o dia todo como diz a Tânia “com as mamas de fora”. O João chorava muito e só se acalmava na mama, onde ficava por vezes uma hora! E passado pouco tempo já queria outra vez. Os mamilos ficaram doridos, feridos, doíam as costas, os braços, a cabeça pesava por não dormir…  E compreendo que algumas mulheres desistam porque esta fase é difícil e exige muito da mãe.

Depois vieram as inseguranças, será que ele chora por ter fome? Será que o meu leite sai em quantidade suficiente? Duas ou três vezes ainda lhe dei suplemento de leite artificial para tirar “minhocas” da minha cabeça. Mas com o biberon ele chorava ainda mais…

De dia para dia o João aumentava fabulosamente de peso, por isso o meu leite era suficiente sim. Disse adeus ao biberon e a lata de leite ainda hoje lá está praticamente cheia.

Mesmo cansada continuava com imensa vontade de amamentar o meu bebé e não desisti. Sabia que lhe estava a dar o melhor, isso confortava-me e afastava todo o mau estar que pudesse sentir.

Passado mês e meio já tudo estava normalizado, o João mamava a horas certas, eu estava mais do que habituada às rotinas e dar de mamar passou a ser um grande prazer, o momento em que era só eu e o João.

Eu e o meu João

Eu e o meu João

Não tinha de andar a preparar biberons, onde quer que estivesse o alimento estava sempre pronto, à temperatura certa, quando o João acabava o seu banquete era só meter a maminha para dentro outra vez. Economicamente também foi muito bom pois não gastei dinheiro em latas de leite artificial.

Hoje continuo a amamentar e pretendo continuar por muito mais tempo… Já estou a trabalhar, mas tenho comigo a bomba e sempre que posso vou tirando para estimular a glândula e continuar a ter leitinho. Antes de sair de casa, quando chego e durante a noite o João mama quando quer. Nos fins-de-semana ainda tem direito a sobremesa depois da sopa e papa!

É uma experiencia única que aconselho a todas as mães que possam e queiram amamentar.

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